
Isso foi ontem.
livro dos pecados.
simbologia do suave
ditando histórias próprias.
Nomes de sempre.
Ou Retaliações
não olhava mais pra trás . me preoucupava com o rente. não doída . a força de me contar desde zigoto. e vinha de mim meu pai meu passado um feitio de lua. a estrela dos carnavais no céu da infância de me comer os dedos. e a lua vinha ainda que assuntolua soe de novo mesmo e não mais estorvo ao enredar na história lance de encantamento .uma entre outras tantas vidas que se acabam, em seus definitivos, e material fóssil para a análise dos frutos sobreviventes. os mais aptos correm pelo recreio de mãos dadas. os em extinção, colam cacos de história. morrem várias vezes. me vem o altar, oferendas, fé, tempo de sonho. extremos. avião paraíso e nuances de um verde azulado de céu e mar colados.
psicotrópico
sonhei cântaros em salivas simbioses texturas no enfim ao postergar absolutamente desistir ir ao acaso do broto em outra desistência nada como morder a fumaça jantar os augúrios e perder nas pegadas o sentido dos passos ao rever nos rastros o imundo de novo a noite em ontem comemora agora seus efeitos pura insatisfação o sujeito à deriva e mente estranha suja suor carente comer as cismas como quem deglute droga esperando alívio e ele vem como se viesse nunca sangrando a úlcera em taquicardias. entre o acordo e o stress jantaria meus demônios apimentados se eles dissessem algo chega mas não, eles vêm como deuses e vão como escravos e se é assim que se acham se comem se esfacelam como cortes por dentro como o homem que chega e me atravessa o homem que me expande e inventa mocho suas fragilidades num transe que hora me alegra hora me faz doer a cabeça e o molho é este o tempero é dele o suor é meu e o acontecimento seria perdido se não fosse por mim descrito e fato disso revivido fecundado melhorado fato que se expande se releva porque se revela e justo isso me acorde me talhe me fossilize me tatue para que a força do sempre encolha essa noite crescente o dia quente sem predicados mais que o cansaço. mumifique esses momento bons e modifique esse talho esse fosso. alardeie lírico e murche a finitude com traços de bons intuitos. me amanse como faz com trance com óleo com vida salva e imune a todo estado terminal de riso. solidifique o estado liso e me dê o sorriso, quente como o amor ainda depois daquilo.
Morte de Fóssil
uma simples tarde de julho e no meio do dia já fazia discursos, sobre respeito,
o teto dos outros, se trotsky tivesse ficados no lugar de stalin... a configuração global da política.........ninguém liga. minha testa de afunda, outros me olham como algozes e nada perpetua. estrelas refletem distância e impõem sua essência. selo meu beijo honesto no de longe. suo o braço pra alcançar o próximo. retalho o derradeiro. fisgo os restos de plano de suicídio e só não os faço porque a mãe choraria. há de sobrar algum respeito depois que a natureza me levar de adubo. por ela, onipresente, funda, perpétua, um código.
ESPIRAIS DE LÍNGUAS
POORISO PRALINÉ NOCTÍVAGO
REMENDO SÍMIO LIMIAR VARRIDO ES
TANTES LATIFÚNDIO ESPÚRIO ESPÓLIO DOER DE DIVISÃO
NÃO SUMO SE RENOVAS AS COVAS SE RENOMAS OS AXIOMAS,
MAS REFLITO EM ESCUMAS E FAREJO DUNAS DE LUXO PRÓSPERO.
FIGURO MONTES DE NOITES FRIAS SEM NADA, TUDO SECO, UMA LACUNA.
MAS DEMAIS, INTEIRA, VEIA SEM RUMO, FRIO DIÓXIDO,
PROPÓSITO ESTÓICO, TEIA SEM MURO PAREDE SEM TETO ESCURO SEM FUMO .
MAIS FORTE, PENSO EM ANTES DE TUDO SER IMUNDO, ANTES TUDO CLARO.
NÓS JUNTOS E DENTRO PERTO RENTE AINDA ERA POUCO.
ENJAULADO UM NO OUTRO,
CHUPANDO SALIVA ESPIRAL DE LÍNGUA, UMA FOME UMA SEDE UM ASSUNTO.
FORA, TUDO ERA NINGUÉM, ERA VENTO COM CISCO ERA CHATO ERA FEIO.
DENTRO NÃO.
ERA RIMA FORTE, ERA TUDO DENSO E COAGULAVA LEVE COMO ACORDAR COM BEIJO,
MORDER FOME RIR NO MEIO DO CHORO, ALÍVIO DE CÓLICA,
FORA ERA TUDO LONGE DIFÍCIL E POLUÍDO DE UMA DANÇA CÍTRICA COMO GOTAS ÁCIDAS NO OLHO,
COMO RASANTES DE MORCEGOS.
FORA ERA O TRISTE ERA O MEDO.
E DENTRO, JUNTO GRUDADO ERA O FOGO, TRONO, ERA O CERTO.
A ÚNICA AMEAÇA NA JUGULAR ERA O TEMPO.
suor conciso
tudo parecia jóia falsa ou fosso mundo claro em aversão inversa o contíguo serão em espécies de descoisificar a divisão. sei da falta deles do calor do sol num dia de chuva exposto. sei um dia molhado com lágrimas de morte. como as intensas noites de você mudo encolhido calado implícito. leve com as mãos os dedos inúteis, enquanto pálpebras coloridas se perdem na razão. toda colorida fúcsia e mais enfeite na jugular a fúfia redescoberta na permuta o rocío dormindo em plena serenata sob o firmamento urbanizado.
as primeira frases de junho saindo de sua boca de imperador, a férrea patrona de todos os laços desmontada. de todas rondas frias de noite pelos cais por atributo ou vaga auspiciosa. ele me derramava em seus domínios como quem cava estrutura ou absorta linha, esperando o frio mundo, a manhã de horas certas e cistos de uma angústia do incerto. vinha me aplaudir com seus cordões de ouro como musa de carnaval, cravejada de dedicação e suor. não via o mundo se apressar em extensas pegadas insuficientes ou fracas ou dívidas ou apostas.
Limpeza__OS CRAQUEIROS ME COMOVEM__FISSURA PARA SOFRER É FALTA DE HEROÍNA
por ela limparia os becos da Helvétia e arrancaria das mãos da mulher grávida,
a pipa de crack, só pra ver seu sorriso vir, e me tornar seu herói. juntaria minhas pequenas imperfeições e moldaria tudo num estado liso, que contrastasse com seu olhar faminto, por dentro de um molde esparso, e eu só. com minhas pequenas obsessões. minha extensa maldade. meu inferno. esgotaria todo o líquido. toda a saliva. todo o viço, de deixar o que escolhi quando jovem para trás. mudar os planos de enriquecer pra me esquecer em seu pescoço, como se fosse pra sempre, e tudo , simplesmente, para vigiar seu sono, se ele viesse, se chegasse esse presente dela quieta. por ela, e com Auden, varreria todos os bosques, e acabaria definitivamente com todos incêndios incertezas tristezas e cânceres privados. escravidão de guisar meandros dia inteiro sem mais amor pura obsessão. se fosse chegar, tudo estaria pronto, liso, redundante. como se minha casa não fosse aquela nódoa inóspita e sim um aconchegante castelo de vidro esperando por minha única princesa de pés brancos. tudo cheiroso e limpo imitando a pieguice de um oásis translúcido, e não aquele berço fatídico de vômito entrevado, minha alcova de passos bêbedos e amarrotados. e adiar o amanhecer pra que tivesse mais tempo dela, de noite, branca e infalivelmente próspera nos meus cômodos. roubaria flores e cruzes dos cemitérios pra mostrar coragem, ceticismo profanação. e eu, que vim de um lugar onde existe um só cemitério. mas ela é esquiva e forte, lúcida e covarde.
corte epistemológico
diante de toda a fragilidade implícita. tornar a espreitar os seus ombros duros. saber o diâmetro da língua enquanto o pôr-do-sol me apresenta segredos como se todo o resto fosse em parte hexâmetro; o hexâmetro de borges. os gênios que ele citou e nunca existiram em confluência; perder os dias em esperas, em tocas, com meu instinto lupino; escondido, debaixo das mesas dos polens das gotas das gaitas de foles; a pirraça; zunidos mel amor seu braço me dá um clemência; destas de destituir o ritmo da espera; de sangrar os homicidas como porcos ; que direito eles têm de me dar medo; os porcos e as leis, as trivialidades do cotidiano; que poder é esse de me inventar pesadelos e ferir as mucosas; meu sonho de cão; era fácil flutuar e difícil acreditar; como me interessar nesse oco; sonhando grávida, e o filho morto, e eu lá, mãe o que eu faço com todo esse leite. eu era aquilo lá. uma ama de leite. um nervo consenso. exagero humilde. mudo. senso comum. mas ela não, era a dona. a toda poderosa de um nicho . a grande batalhadora, superfigura idônea. e a outra não. era a preguiça, o prazer e a morte cruel. não sabia advertir a chegada do alívio. não esperava temer meu resto meu sufoco. e eu era um toco na cadeira vendo novela mexicana,esperando a comida, olhando a salve-rainha enfeitada no restaurante de todo dia, enquanto os meninos estudantes de medicina bebem cerveja e gritando óbvias obscenidades jogam truque; mijam fora do vaso. nossos futuros doutores gritam boceta como os moleques das periferias escrevem isso sorrateiramente na lousa da escola pública. e o meu resto de vida espera numa toca boa com uns amigos sinceros uma resposta fixa... um dia que não sufoque o riso.
nódoa
dentro da prosa olhava para os olhos dele ontem. seus comentários surpreendentes de pura diferença. o vinho era um troço barato. o lugar era o tempo. só um dia, a volta e eu cega depois deste depois de todos depois de mim, saliente robusta de carinho são, daqui para a fatídica definhação do relento de minhas cotas. ao léu, juntar os cacos ciscos da casa. respirar as camisas dos homens com seus poluentes em nódoa jurando amor ao próximo. pedindo desconto. comprando lerdeza para que os credos pára-quedas se acalmem. não me reviro mais ao relento. apenas o justo. a todos.
Relevo
em outubro na estrada num fio justo, enquanto reparava nas notas musicais em relevo rabiscadas por você, para mim, na minha bicicleta velha, chovia, seus olhos em densidades e depois do vigor ácido de seus insultos, lembrava tudo , você duro cedo, eu com preguiça, a cor de carbono da minha letra em guardanapos, a lembrança dos viadutos obtusos sobre a obesa cidade em meus óculos espelhados de frente ou ao lado. e mais todas afrontas dos assuntos megalomaníacos. enquanto a noite cega, a estrada chicoteia feito ganido, feito fuga de calango, e em escuro, ápices seus domínios em meus ossos, voltagens, onde o recheio pulsa fundo num stress inacabado. num amontoado de gestos.
Esperança Incômoda
sei de cor os lugares que ele costruma cacolavar, s´sujeito sujo. E eu esfolando a mão e esfomeando minha fome para tornar pública sua roupa íntima. Bata bem com a batalhavadeira e limpe depois. Meus pulsos emperrujam de tanto esfregar as manchas de môfo. Que dniepers de umidade e que gangerenas de pecado.
(James Joyce )
as folhas dos coqueiros dos ficus dos eucaliptos e das flores me enroscam numa brisa fotossíntese e diante deste fulgor melado, elas tênues, enfatizam a estranha essência das cercas vivas . em tudo um desequilíbrio roxo, endemoniado, um acontecer cru de incertezas de promessas de dízimos. uma viagem de despedidas. outono . uma sombra sem luz. diante de toda a víscera os facínoras as cristas, e eu digo in natura, escrever é amansar-se neste meio raro de folículos de brisas de aromas inteiros como o cheiro de sua vida esquerda, porque ela, meu amor, te remete à justiça bondade e proteção. sua face de homem. meus estímulos em reverberação. você diz que meus demônios me vencem, é que eles são tão duros e pontiagudos, mas a minha bondade não, ela é uma pluma que vagueia impune, ela é um átomo que desliza sem leitor, sem recompensa, a minha bondade é o último magricela chegando no final da maratona, não vence, mas completa a sanção, e eu que sempre tive horror a isso, a só cumprir a meta, agora vejo, minha bondade desliza insossa, passeando com o último maratonista, onde já não há nenhum pra receber, quando ela me vem o tempo já esgotou. e eu digo, viver é um constante amansar-se, e perder nos ritos deste meio o propagar-se em reclamação. escrever sob o sol ouvindo aquele barulhinho d’água dizendo alguma coisa ainda nasce. vigiar cuidar alimentar e amar uma onça do fêmur quebrado é amansar-se. sair do banco rotatório do ofício sair do colorido das telas virtuais para uma de descanso em janelas incertas , mas vivas, meu amor de lerdeza de anêmonas grilos e cansaço, eu digo um cansaço digno de um homem, não o cansaço dos lúmpem, dos segregados, um cansaço do labor de Arendt. o cão cheira o girino e a onça segue ferida. penso em minha avó e seus cinco anos em cima de uma cama também com o fêmur quebrado. quero salvar a onça doente, e que ela não seja apenas um dejeto de piedade e curiosidade. como foi minha avó, como são os que definham com um amor de misericórdia. mas nem tudo é certeza, borboleteiam flores neste caminho. os coqueiros doentes são devorados por pragas invisíveis de dia, e em cima deles, inomináveis pássaros. e pra nós, a comida ao meio-dia estará sobre a mesa, como os mandruvás comem os coqueiros, seguiremos em mais uma digestão. tudo funcionará quase sem minha ajuda. a onça segue com seu horizonte solo de escorpiões e caranguejeiras. a suçuarana tem as patas inchadas e o corpo de viver dormente. mas uma esperança incômoda faz com que a gente vá até lá toda hora e mude ela de posição. igual ao último maratonista, ultrapassando a ultrapassada linha de chegada. não tem nada mais triste do que um felino sem função. não tem nada mais digno do que terminar a prova. a onça está morta. e não teve sequer um funeral.
gírias
ENTENDO DE NEBLINA
NEFASTAS ORGIAS DÚVIDAS E RESSENTIMENTOS.
PRA TIRAR DE MIM A VERDADE
É SEMPRE SEM MEU CONSENTIMENTO
A MINHA PLASTICIDADE SE RECOMPÕE COM O AUXÍLIO DO MEDO E NISSO CHORO VELAS PINGO RECOMEÇOS.
E TANTOS FATOS INVÁLIDOS VELANDO AS GÍRIAS DE UM CERTO PREÇO
ENQUANTO NAVIOS PARTEM LAVANDO DE MIJO E MERDA
O OCEANO
ONDE BANHO MINHAS CRENÇAS.
gambiarras
enquanto sobra o resto da minha instância
extenso pouco meu preço como uma folga desnecessária
mordo a saliva procurando nela unidade
e breve como um sorvete desejado há muito
perambulo aqui, diante do fracasso das gambiarras.
dia
Outro foco na rua de desgaste total pra amanhã. Aqueles seus presentes todos e meus tão poucos círculos pra tanta volta de discurso. E muito pouca lástima e sentimento sobre tudo isso, só retórica, nesses meus graus bêbados de laranja néon, no drops colorante, refrescante pra disfarçar o hálito inadequado de não mais sua. Nessa manhã cinza, eu de manhã antes fria, continuação quente e blusa de manga comprida esquentando ainda pouco, meu caro, o diafragma esqueci num dos aeroportos, em qualquer compartimento de banheiro branco, masculino. Pra solitude dos milímetros que separam seus passeios dos meus. De perto mesmo, o cheiro, e outro, e sob a luz desse céu quase roxo através dos óculos azuis. O sol. Com seu calor resistente, faz pouco ainda, corro pra outro lugar, outro par de olhos dono de outro corpo lá na próxima cidade. Enquanto visito seus espaços modificados.
contentamento plástico
aos pés
o que resta.
todo fato,
régua traço saiba soluço seu retrato.
retome a vaga,
não aparte esses pedaços.
não folgue a chuva o medo,
e o fogo de uma solidão como trajetos beijos e confusões epidérmicas.
a noite de uma escuridão de lerdeza e contentamento plástico.
um rosto no meio da mágica parcela de suas costelas
lambe assim com tanto consolo meus defeitos,
enquanto o resto do mundo telefona.
anos luz azuis
Venha me dizer o que há. Que passou dessas regras. E esses olhos tão pertinho. Essa coisa de brigar. Vou viver assim ao lado. De seus atropelantes faros ao pegar meus anos luz azuis via tato nêgo, dia desses eu explico. Trago o som enguiço o aparelho enrolo a língua, e coloco a canção de sua mais inteira preferência. Beijo as fendas. Os becos todos. Pra que saiba o que é minha boca. Perto das suas carnes. Desejo meu caro, é isso mesmo. Olhos meus na fonte ininterrupta. E as sombras dos seus dedos no resto de corpo das minhas duas bocas. Aguardando o veneno dessa sua saliva final de noite.
eu perco
entre os sons que atrapaçam
e os que fluem
encontro mais destino karma coincidência em nada
sei o fino a seda verve batom
placebo serpente língua maior sem peçonhez.
e esse encontro nosso entre veias falidas,
o pequeno rugir solto,
das encrencas
dos timbres tensos
esse zoar rouco entre promessas filhos sombras quartos tensos e escombros
não pedia mais convexo entre ciência e não
enfeitava sim, o fim.
faróis do olfato
Não ouvia a sombra dizer pra mim que meu corpo se prolonga no próprio espectro. Sentia o calor do dia e não bastava. Os compromissos previstos já cansavam. Preciso definitivamente mudar o espaço. Não faria vergonha ou culpa ficar ali com cara de poste bizarro seria se me esticasse e prolongasse os dedos os faróis do olfato e mergulhasse soturno, lépido, rastreando todas prováveis situações do mundo através dos ombros de um outro corpo. Que não está agora. Fato que posso descrever por que já não me rouba tanto tempo sua figura rondando o espaço em que dava sentido.
fato
eu e o seu
aqui dentro
nessa tranqüilidade cara de alcançar
mas farta
em toda disparidade dos feitos raros
predestinamos esse complexo
reativamos a densa raiva num jogo farto num retrocesso
e ao te beber assim os enigmas,
verto sangue sobro fluidos desminto salivas.
meu faro janta seu beijo fóssil
carbono 14 de outras vidas
única explicação
para tanta intimidade jovem.
diante disto recomeço
uma ótica de fosso rua aniquilamento
se disso distância
dispa-se constante.
trincheiras
sei do improviso e ressalto formas de onde me apagam absolutas normas de conduta. desigual reformulo todo o sentido do sei. escuto o som a saudade a miséria os estrondos nas finais de campeonato. sobram alguns assuntos que derramo sacudindo as pulgas, soluçando os sustos. e os restos inefáveis do lânguido me pedem permuta compreensão tolerância mas não. sou uma vida velha empertigada de lirismo, insônia e efeitos de experiências criminosas. beijos forjam um aprofundamento sonoro, fugaz, enquanto uma boca impossibilitada morderá algum pescoço de forma concreta e louca. em reverência à insanidade pictórica, o sensível, a vida vasta, um prolongamento dentro de trincheiras. enquanto o sonho escorre feito um pódio longe. em qualquer mundo, vencido.
trama de argumentar
Saí com meus olhos. A mesma boca. Variada de uma lua quase agressora. O céu vai degolar os princípios e a folga toda do reles salto do seu sapato dançando mudo pelo palco enquanto em qualquer tom não troncho macho rouco junto de seus peitos. Me faz. Tipo. Estacionar os vários perdidos feitos. E é só pouco mesmo mesmo mesmo. Fazer o quê. O carro está roto. Não tenho um tostão. O céu continua com a lua ameaçadora. E seu berrar entre minhas costelas. A nuvem mais fosca e tênue dessa tal realidade onde os sonhos derretem as crostas das ilusões pernoitando num jato confuso de contágio. Agora jogo os restos para os pombos da praça e recolho meu consumo em saquinhos civilizados. Meu lixo interior causará erupções cutâneas, espasmos, insônia, dispnéia, irritação, dúvidas, ciúmes, empalhamento, cólicas cerebrais, alterações de libido, nervosismo, tontura, secreção mamária e genital. E diante, não me arrependo.
a finitude das empolgações
Não vejo mais o entardecer pelo seu pescoço
não nos perguntamos mais lições de astronomia
vagamos pelo céu do interesse de mãos dadas
desparafusados de uma curiosidade que nunca incomodou
por um perfume do paletó esquecido
ofegante de medo realço o espectro alado no cheiro de seus braços.
da nossa imaginação perdendo o juízo,
por achar que aquilo tudo germinaria
com princípio e consolo.
o composto não deriva mais
a não ser que o tempo surpreenda
a ordem natural da finitude,
seria pouco provável,
com seu sabor gasto.
A FEBRE EM SESMARIAS
“EL MUNDO ES DESASTROSO, PERO SOLIDO.” ( PEDRO JUAN GUTIERREZ )
NÃO ME MANDE PARA
MUITO IRRESPONSÁVEL INDÔMITO VINHO
QUE LÁ NÃO ESTÁ COMPLETO.
SOBRE AQUELA TARDE COM VERGONHA EU TINHA SAÍDO PRA ENCONTRAR O JEITO QUE VOCÊ FAZIA MAS AÍ ERA MENOS QUE EU, UM TRONCO AVESSO UM RÚTILO TORTO E AS AVENCAS DISSIMULAVAM O VENTO ENQUANTO AS ESTRIPULIAS ME BATIAM CANSADAS. OS AÇOITES AS VIVACIDADES DO MILÊNIO E OS ESPAÇOS EM DIA. UM FLUXO NO ESTADO DE PRESERVAR O INVERSO ENQUANTO A FEBRE REVIVIA EM SESMARIAS, MINUTOS INCÔMODOS E INFINITOS NA ATMOSFERA DE SUA ESFERA CEREBRAL SOBRE OS MEUS OMBROS, DE TANTO ENFEITAR OS RACIOCÍNIOS E APRESSAR-SE NO LAMPEJO DE UMA OUTRA ESPERA. EU VIA O DIA INSPIRANDO JUSTIÇA ENGODO SURPRESA E ASSUNTO, MAS AGORA A ESTRADA FIA RITMO FELICIDADE SUSPIRO EXPECTATIVA E SE O QUE GOSTO MESMO É DE FALAR, DE FALAR DE LUZ, PELE, SINCRONIA, EU FALABORO DE ESPINHOS E FREIOS, FUMO O ENSAIO DISSO, DAQUILOPILOTANDO INDECÊNCIAS SEM RUMO E FEITIÇO MURMÚRIOS. MAS VIA SEUS DIAS, O VIZINHO, A NHANÇA, O CAMINHO, NHADA, O DIA FRÁGIL, A COMIDA, LANÇA, O FACHO DA NOITE ENTRANDO, TADA, E A ESPERANÇAFROUXA COMO UMA DANÇA SEM DENTES UMA FAGULHA SEM ROUPA UM ÁTOMO LONGE E ERA ENTÃO ALI, A ENSEÑANZA. PERDIÇÃO FRACA EM CHEGADA DE RUA CRESCENTE, MAS DURA, EM ESPELHO PROFUNDO,
COMO DIA EM CRATERA DE LUA PERTO SEM ESPERMA DE CHEGADA. A VIDA NÃO SE APROXIMAVA MAS ESTAVA LÁ PERTO, PELO MESMO AMBIENTE COMO NOS DIAS EM QUE ERA OUTRO, VENDO A ESTRADA DE CHEGADA E O OUTONO DOCE COMO NÃO SEI QUE AMÉM. E SE ISSO ESBARRAVA NUM TRANSE EM VIA DE CHEGADA, VINHA COMO IRMÃO DE ANTES. MÃE, FAZ TEMPO QUE NÃO TE ALEGRO NEM CONSEGUI O TREMOR DO AÇO, MAS O DIA ROMPIA LADEIRA ABAIXO E RÁPIDO ME ERA ENTÃO POR DEMAIS O TEMPO, O PREÇO, SOLTO COMO SOLAS SEM BASE NEM CHÃO, UMA PROCURA. ENTÃO INVEJE A ESMOLA, PERCA TEMPO E SEADMIRE-SE AINDA NÃO SER UM DETENTO NESSE DESERTO INSÓLITO. E NÃO ESTANDO LÁ, RIJO NEM ESPERTO, A DANÇA SUJARIA O ESBOÇO DE FUNCIONAMENTO OU SEMI-SIMPLES ACATARIA A RESPOSTA COM FUNDO DE ACASALAMENTO. E SE É ASSIM QUE SE RECOMPÕE, OU ATRAVESSA, DEIXE QUE ENSEJA, ASSIM PELO MENOSMEIO NÃO ME RETRAI. NÃO ÉRAMOS NADA, APENAS UM EXTENSO. O CLARO. E NÃO DEITAVA SOB O MURO COM FRIO NEM PERGUNTAVA TANTO AS HORAS, MAS ME ARMAVA TÊNUE, BOCEJANDO E RINDO DA REALIDADE COMO UM REI BÊBADO.
Placebo
medo do epílogo se instaurar definitivo como a morte o caos das metrópoles. um dia depois do outro as tiranias os sorumbáticos injustiçados no máximo seqüestrando um avião. medo da repetição categórica das adversidades, porque é tão clara a superioridade do imutável, a onipotência das tradições. o definitivo é um absinto sem ismos sem o coletivo sem o colorido ígneo dos sonhos chamuscando violáceo em tua face imberbe de dogmas, mas plena de fados, disritmias e suavizações linguísticas, como chamar guerras de conflitos.
ameba
sou só um + q nenhum diante das retrancas dos sonhos mortos. trancados numa fleuma. num posto protozoário de artigos indispostos. assuntos e questões sem respostas sim e daí. nisso me diversifico.. ou voilá vide vinho. repulsas + q um q nenhum, e fantasmas. uns tão oniscientes e nefastos como aquela suspeita que tive no seu. e o fogo minha feiúra os pronomes. possessivos oblíquos raros anônimos. intenções. alguns nomes além da flecha ambidestra. o recheio seus amálgamas as reticências e cálices químicos de esperança nos neurônios.
endorfina e dopamina
nunca vivi em conivência.
sempre no ultimato da dor
no experimento de tudo que disseram
queria provas da dor
enfretei meus sonhos e me separei do mundo
fiquei justo rente em minha masmorra
pra me sentir agora tão à vontade sempre com os demônios talhados em pedra sabão e a solidão,
impus para meu pus
meu fundo de exagero,
lágrimas bílis e soro diazepan.
O melhor, a síntese
NÃO HÁ MAIS FOGO BABYTOLOREPROCESSO
ENFIM NÓS EM INCERTO PREÇO
QUE DIA DE MAIS TE ENCONTRAR
ENTRE RIACHOS ROSEIRAS E FALTA DE AMBIÇÕES.
MAS NÃO, A GENTE SE ENCONTRA CALEJADO.
EU É QUE JÁ NÃO TENHO AQUELE FRESCOR DE AINDA SABER
TIRAR O MÍNIMO DENOMINADOR COMUM.
E EMPREITADA DE NOVO NO FOGO Que NEM NO PRIMEIRO MINUTO PARECE PERFEITO EM DESCER MEU OLHAR NO SUBPRODUTO DE REPETIÇÕES
GENÉTICA
e pensar que os pedaços das letras às vezes vão se juntando numa dinâmica rústica em pleno dia de verão e eu fundo trancado obeso fraco substituído e agora exatamente que ela acaba de sair. sozinho, como quando nasci. vão eles de novo me depenar e perder as pegadas. hoje não está perfeito e simplesmente eu resolvo se a selva me renova ou tolhe. agora, aqui dentro está perfeito. toda a função está plena. meu fundo mundo junto de conceito agora salafrário cala, enquanto meço palavras, . instrumento de dúvidas, já foi antes minha obsessão. agora o ríspido foi embora e tudo parece possível. o profundo é amolar facas, regar plantas, cortar pacientemente vegetais para uma sopa. a história de vidamendelson tinha de continuar. eu não sou ela. é o máximo que consigo produzir de mais valia... mas o dia se esforçará para não deixar de dizer daquela depois de morta também os podres as petúnias lascivas a inveja o mesquinho dela tatuado em espuma, no mínimo tia. no máximo louca.
Nós somos uma legião
A História de no mínimo uns nove em cada sete babacas é repetir o código genético projetando no feto o efeito bactéria de duplicação, suplicando ao séquito desobediente, chamado subconsciente que nada acabe. lá nesse subundergrudy milhões de pequenos seres iguais se debatem se jogam e fazem de nosso inconsciente, um retalho inodoro e acaba meu cérebro o seu o de todo mundo talhado no viço e volume do destino. minha memória é fruto da causalidade ou simples merda nasci lá naquele lugar e minhas lembranças meu mundo por que não é o Tibet. Apenas não é nada do que eu escolhi e então porque no nasci num lugar onde todo mundo tem seus cadillacs conversíveis EM DOSES DE FELICIDADE. mas também porque não fui nascer no sudão onde a tortura é sofisticada, lá me colcocariam dentro de um balde cheio de gelo, e meu corpo o seu o de todo mundo fica muito frágil, aí então os homens de uniforme chegam e batem bem levemente com seu martelinho de ouro nos coovelos e aí eu caio vç cai qualquer um cai porque o corpo é uma ponte é o fraco é o ex-posto, e através dele se obtêm respostas.. necessidades e molejos. dias de morrer e esquecer e outros simplesmente de esperar pelas belas libélulas em coro entonando”””Nós somos uma legião”””. e nos dias de olhos baixos e céu cinzento o muro estraga a inviabilidade se rende, num composto polissílabo.e mesmo com tudo isso de pensar nada me mata tanto quanto quando estou reclamando da vida e vejo um velhinho com seu andandor numa velocidade muito inferior a minha e DAÍ PENSO, não quero o juízo do valor nem a impressão do de dentro quando vejo o senhor de barbas com seus mil carrinhos de lixo aqui na rua, penso, que diversidade é o mínimo o derivado o composto o relativo o estruturalismo a pergunta, enquanto meu séquito de libélulas sussurram “”””Nós somos uma Legião””””””
Sério
Levantei-me honestamente estando só e vaga um nó era ali outro fato, concreto em diminutivo o ontem o anteontem a pesquisa em solo escasso de me tornar pegada boa ética, mas falo contaminada de dúvida hiperbólica e uma amargura de não acreditar mais nem na sua bondade, no entanto, teimo.
VINTE E OITO DE NOVEMBRO DE DOIS MIL É UM DIA INESQUECÍVEL. E TENHO TRABALHADO DURAMENTE POR DIAS INESQUECÍVEIS.
quantos dias tive de errar e por fim substituir e apresentar o fio de chegada e a espera do meu resguardo fixo intermezzo luna e tchau meu bem muito obrigada pelo turvo pela emenda pelo extrato com tudo qualificado, cada taxa, os juros a hipoteca. doce dívida para explorar a pergunta , de quanto vale mesmo meu
mundo canto de lodo espera e insatisfação. eu busco no outro uma atividade em série que me desocupe da represa de sangue dentro do todo. algo que me escape desse chão, de meu fracasso, sempre um atrás do outro. talvez tudo venha depois. a paz de não precisar mais. talvez valha depois.
cinco de dezembro de2000
é o ultimo dia da minha vida que vou me sentir uma merda por causa do que os outros me rendem . sou o ultimato de incerteza e absoluta vulnerabilidade. como posso pretender que essas ridículas descobertas possam um dia parecer verdades literárias. não são. acabo de descobrir em enferma consciência a minha verdadeira e confusa onipresença.
não foi o último dia da minha vida em q me senti uma merda. hoje....... 24 de julho de 2001 me sinto mais merda ainda ......... waaaaaaaaaaallllllllllllllllllllllllll.. testosterona
chá de hortelã com açúcar mascavo chicletes de menta o dia inteiro foi só à tarde em prol do rústico, de enfrentar algum dia imperando em seus meios, recheio, nas cavidades. nunca te confundo e quando mesmo ao meu lado te espero em saudade numa loquaz variedade. e parto entre códigos. sei , espessa e vária a vida assim entre os quadros ângulos de uma das quatro dimensões. vejo também, teus neurônios enguiçados de tanta adrenalina inútil no playcenter. a padaria velha, contas debaixo da porta, meu umbigo usado de taça para tua sede de profundidade. a minúcia funcional dos reveses. microchips com a música de algo derrota lágrima bifurcação em solo vetusto. giletes em teus dedos de tanto separar os espinhos salvar os diretórios e apagar constelações nesse raio de horizonte...cinza, nublado,baixo, obediente, sem o poder de lâminas carnes unhas pêlos eriçados dizendo pra mim, eu te pra sempre, mesmo sabendo isso não existe.
meu amor
te liguei desesperadamente nessessessssssssss últimos duzentos anos... ..
debaixo do viaduto
era naquela tarde alguém tentando ficar moreno. se revirando ao sol. sob a linha tênue dos braços ariscos de um ou outro amigo. preso às minúsculas obssessões. ali. o desinteresse do texto dos jornais dos burocratas dos poderosos, ouvia o velho do estacionamento dizendo não tenho carteira assinada. e no entanto.... mil homens debaixo do viaduto dormem com os ratos e num escritório qualquer uma grande decisão política é tomada baseada em honorários. em alguns becos mais ratos q homens e homens-rato e homens beco. as leis saem de salas ascépticas cheirando a acqua velva de veri mort intensus. as artérias entupidas pelo churrasco de seus amigos eleitos tb vai fazê-los miseráveis um dia. tudo se define em maiúsculo lugarejo, de homem agora, neste meio, procurando, pagando as contas e os planos são de saúde e liquidação. não resta outro exato ponto de vista, onde não fuga tanto preço.
deadline
dormir debaixo do teu pescoço lento, tombado, em teso ressurgimento aprimorava no extenso a marca roxa de solidões. fui ver o maroto no fundo da fábrica. o cheiro de palha de arroz queimada. as eternas indecisões. saí de cena e reencotrei a resposta. nada de vento vício aprimoramento. acordei nublada e o frio fazia lá fora uma denúncia : dentro do mundo nos custa. ele me diz se você fizer um haikai a casa cai. o progresso vende cpis e covas. a fumaça sai de todos os buracos. a combustão dos veios de progresso. as repartições públicas privadas. não me deixa uma frase: “vai ao velório? estacione aqui, 5 reais.”
